Anuncie conosco
Cotações
USD -- · EUR -- · GBP -- · ARS -- · BTC -- · ETH -- · OURO --

Casais presos, celulares destruídos e suspeito de ser mandante solto: veja o que já se sabe sobre assassinato de dentista em Vilhena

Casais presos, celulares destruídos e suspeito de ser mandante solto: veja o que já se sabe sobre assassinato de dentista em Vilhena

Foto: Divulgação/Arquivo Folha do Sul On LIune

4 min de leitura · 787 palavras

Polícia Civil inicia terceira fase das investigações sobre a execução de Clei Bagattini; quatro pessoas foram presas e possível mandante ainda não foi formalmente apontado por falta de provas

 

A investigação sobre o assassinato do dentista Clei Bagattini, executado a tiros dentro de sua própria clínica, no centro de Vilhena, entrou em uma nova etapa. A Polícia Civil concluiu a segunda fase do inquérito e iniciou a terceira, que busca esclarecer toda a cadeia de envolvidos no crime, incluindo quem teria determinado a execução.

As informações foram apresentadas durante uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (2), com a participação dos delegados Mayckon Pereira e Núbio Lopes de Oliveira, responsáveis pela investigação.

Até o momento, quatro pessoas – dois homens e duas mulheres – foram presas preventivamente em ações realizadas em Vilhena e Cacoal. Segundo a polícia, os investigados teriam participado do planejamento e dado suporte ao executor contratado para cometer o homicídio.

Casal permanece em silêncio durante interrogatório

O casal preso em Vilhena optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. Já em relação ao casal localizado em Cacoal, a Polícia Civil não informou detalhes sobre o comportamento dos dois durante os depoimentos.

Os dois presos em Cacoal devem ser transferidos para Vilhena, onde estão concentradas as investigações. A medida permitirá que sejam novamente ouvidos pelos investigadores e que outros elementos sejam confrontados durante a apuração.

Polícia ainda não confirma possível mandante

Leia também Detran-RO alerta população sobre golpe que promete CNH sem realização de provas

Um dos principais pontos da investigação continua sendo a identificação de quem teria ordenado a morte do dentista.

Questionados sobre a existência de um possível mandante, os delegados afirmaram que ainda não existem provas suficientes para responsabilizar formalmente o principal suspeito.

A polícia trabalha com a hipótese de que os envolvidos tenham adotado uma série de medidas para dificultar que a investigação chegasse aos responsáveis pelo planejamento e, principalmente, ao eventual mandante.

Entre as estratégias investigadas está a destruição de aparelhos celulares utilizados pelo grupo criminoso logo após o assassinato, o que teria dificultado a obtenção de informações sobre a comunicação entre os envolvidos.

Execução teria sido planejada

De acordo com as informações apresentadas pela Polícia Civil, os quatro presos teriam participado de etapas relacionadas ao planejamento do homicídio e ao suporte oferecido ao executor.

O pistoleiro apontado como responsável pelos disparos morreu durante um confronto com policiais antes de ser levado a julgamento.

A investigação também aponta que outros envolvidos já foram responsabilizados judicialmente por participação no crime. Um casal chegou a ser julgado, e a mulher, que era casada com o suposto intermediário da contratação do executor, já deixou a prisão.

Polícia cita antigo “Escritório do Crime”

📲 Fique por dentro de tudo, siga a gente:

Durante a coletiva, os delegados também mencionaram a existência de uma organização criminosa que teria atuado em Vilhena e ficado conhecida como “Escritório do Crime”.

Segundo a Polícia Civil, alguns dos investigados presos nesta semana teriam ligação com o grupo, que estaria relacionado a outros episódios violentos ocorridos no município e que são alvo de investigações distintas.

Um dos nomes apontados como integrante dessa organização foi Matheus Araújo Brecher, conhecido como “Matheuzinho”, considerado pela polícia um dos criminosos mais violentos da região. Ele morreu em confronto com policiais no ano passado.

Apesar da ligação apontada com o grupo criminoso, os delegados foram categóricos ao afirmar que “Matheuzinho” não teria participação na execução do dentista Clei Bagattini.

Inquérito já ultrapassa 2 mil páginas

Com a conclusão da segunda fase, a Polícia Civil inicia agora a terceira etapa da investigação. O inquérito já ultrapassa 2 mil páginas e, segundo os responsáveis pelo caso, o objetivo é avançar na identificação de todos os participantes e reunir provas suficientes para apontar, de maneira segura, quem estaria por trás da ordem para matar o dentista.

Um possível mandante é considerado pela investigação como peça importante para esclarecer a motivação e a estrutura por trás do crime. No entanto, os delegados ressaltam que suspeitas, por si só, não são suficientes para uma responsabilização criminal.

Segundo informações apresentadas na coletiva, o principal suspeito teria deixado Vilhena após as recentes prisões. A Polícia Civil, porém, não confirmou oficialmente sua identidade nem afirmou que ele seja o mandante do assassinato.

As investigações continuam.

Comentários

Seja o primeiro a comentar nessa notícia.

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Seu comentário passa por aprovação antes de aparecer aqui.

Fale conosco