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Desvio de recursos estimados em 9 mi, esquema de ‘rachadinha’ e fraudes é investigado na Assembleia Legislativa de RO.

Desvio de recursos estimados em 9 mi, esquema de ‘rachadinha’ e fraudes é investigado na Assembleia Legislativa de RO.

Foto: Reprodução Assessoria

2 min de leitura · 338 palavras

Ação conjunta com a CGU e o MPRO cumpre mandados de prisão, busca e apreensão, afasta servidores públicos e bloqueia até R$ 9 milhões em bens de investigados.

 

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de ontem, quarta-feira (9.jul), a Operação Reduto para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa em Rondônia.

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A ação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO).

Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Ariquemes (RO), oito em Porto Velho (RO) e dois em Manaus (AM). Também foram expedidos dois mandados de prisão preventiva, ambos em Ariquemes, por determinação do Tribunal de Justiça de Rondônia.

Além das buscas e prisões, a Justiça determinou o afastamento cautelar de 11 servidores públicos e o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados, até o limite de R$ 9 milhões.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2024, após o recebimento de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) encaminhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os documentos apontaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis envolvendo uma empresa sediada em Manaus (AM), que mantinha contratos públicos no estado de Rondônia.

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Com o avanço das investigações, os policiais identificaram indícios da atuação de uma organização dividida em duas frentes.

A primeira seria responsável pelo direcionamento de licitações e contratos públicos no município de Ariquemes.

Já a segunda estaria ligada ao suposto desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia, prática conhecida como “rachadinha”.

Ainda conforme a PF, as movimentações financeiras atribuídas aos investigados ultrapassam R$ 9 milhões e seriam incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos.

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