Quinta fase da investigação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, mira lavagem de dinheiro e pagamento de propina a agentes políticos e deputados do Rio de Janeiro.
O pastor e influenciador digital Márcio Poncio foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (2.jul), na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu durante a deflagração da 5ª fase da Operação Unha e Carne. A ação investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e corrupção que conecta a cúpula do jogo do bicho, a “Máfia do Cigarro” e integrantes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses.
Alvos de Expressão e Mandados do STF
As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram determinados três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões.
Entre os principais nomes envolvidos na operação estão:
- Márcio Poncio: Pastor da Igreja da Nuvem, empresário e pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio. Ele foi detido em um flat na Praia da Barra da Tijuca.
- Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho): Apontado como o “capo” da nova cúpula do jogo do bicho e chefe da Máfia do Cigarro. O mandado contra ele foi cumprido no sistema prisional, onde já se encontrava detido.
- Rodrigo Bacellar: Ex-deputado estadual, que também já estava preso. Moraes determinou sua transferência imediata do Complexo de Bangu para um presídio federal.
- Marco Antônio Cabral: Ex-deputado e filho do ex-governador Sérgio Cabral, alvo de mandados de busca e apreensão.
O Mecanismo da Organização Criminosa
De acordo com a Polícia Federal, esta fase busca aprofundar as provas sobre a rede de propinas estruturada pela contravenção para blindar suas operações de contrabando e apostas ilegais.
[Máfia do Cigarro & Jogo do Bicho]
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▼ (Lavagem de Dinheiro / Propinas)
[Agentes Públicos e Políticos (RJ)]
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▼ (Facilitação e Blindagem de Operações)
[Imunidade]
As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava influenciadores, empresários e canais políticos para escoar e ocultar os ativos financeiros vindos do mercado ilegal de cigarros e do jogo do bicho.
Conexão com a ADPF das Favelas
A operação da PF está diretamente ancorada nas diretrizes fixadas pelo STF no julgamento da ADPF 635 (conhecida como a ADPF das Favelas). A decisão do tribunal impõe que a Polícia Federal lidere investigações estruturais para desarticular os principais grupos criminosos violentos em atividade no estado do Rio de Janeiro, mapeando sistematicamente suas conexões financeiras com o funcionalismo público.
O Outro Lado
- Defesa de Márcio Poncio: O advogado do pastor declarou à imprensa que ainda não teve acesso integral aos autos do processo para se manifestar.
- Defesa de Adilsinho: Os representantes legais negam veementemente as acusações de liderança e lavagem de capitais.
- Defesa de Marco Antônio Cabral: A assessoria jurídica informou que o ex-deputado refuta qualquer envolvimento com o esquema investigado.
O espaço segue aberto para a manifestação dos demais citados.


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