O Irã utiliza o controle da passagem como instrumento de pressão militar, econômica e diplomática, especialmente diante da presença dos Estados Unidos na região e dos ataques recentes contra alvos iranianos.
O Irã anunciou neste sábado (11.jul) o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado. Segundo a Guarda Revolucionária, a decisão ocorreu após uma embarcação supostamente tentar navegar por uma rota não autorizada e ser alvo de um disparo de advertência.
Nenhum navio militar estaria autorizado a atravessar a região até uma nova ordem.
Mas esse não é apenas mais um conflito distante. Ormuz é uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta. Pelo estreito normalmente circula cerca de um quinto do petróleo mundial, além de grandes volumes de gás natural liquefeito.
É um corredor estreito, entre o Irã e Omã, e existem poucas rotas capazes de substituir sua capacidade.
O Irã utiliza o controle da passagem como instrumento de pressão militar, econômica e diplomática, especialmente diante da presença dos Estados Unidos na região e dos ataques recentes contra alvos iranianos.
Se o bloqueio continuar, as consequências poderão atravessar oceanos rapidamente: petróleo mais caro, fretes e seguros marítimos disparando, pressão sobre o dólar, combustíveis mais caros e uma nova onda de inflação. Isso pode atingir diretamente gasolina, diesel, passagens aéreas, alimentos e praticamente tudo o que depende de transporte.
O FMI já alertou que a crise energética provocada pelo conflito está reduzindo o crescimento mundial e dificultando o controle da inflação.
O petróleo chegou a ficar cerca de 30% acima dos níveis anteriores à guerra.
Agora, o planeta observa cada navio, cada movimentação militar e cada declaração.
Porque, se Ormuz continuar fechado, o impacto não ficará restrito ao Oriente Médio.
A conta poderá chegar aos postos, aos supermercados e ao bolso de bilhões de pessoas.


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