Priscila de Jesus se apresentou à Polícia Civil após ser procurada pela morte do marido; segundo delegado, havia um mandado de prisão preventiva contra ela
A restrição prevista na legislação eleitoral impediu, neste momento, o cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra Priscila de Jesus, investigada pela morte do marido, o fazendeiro Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, em Mirante da Serra (RO).
Segundo o delegado Flaviano José, a Justiça havia expedido a ordem de prisão contra Priscila, mas o mandado não foi cumprido em razão do período de proteção eleitoral previsto no artigo 236 do Código Eleitoral.
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Entenda a restrição eleitoral
O Código Eleitoral estabelece que eleitores não podem ser presos ou detidos desde cinco dias antes da eleição até 48 horas após o encerramento da votação, salvo nas situações previstas pela própria legislação.
Entre as exceções estão os casos de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.
Nas Eleições 2026, o período de proteção teve início em 29 de setembro e se estende até 48 horas após o encerramento da votação.
A regra tem como finalidade garantir o livre exercício do voto e não significa que uma eventual ordem judicial de prisão seja cancelada. Trata-se de uma restrição temporária ao cumprimento da medida durante o período eleitoral.
Mandado de prisão continua válido
De acordo com as informações da investigação, a existência da restrição eleitoral não elimina a decisão judicial que determinou a prisão preventiva.
A situação deverá seguir os procedimentos judiciais cabíveis após o encerramento do período de proteção previsto pela legislação.
O caso ganhou novos desdobramentos depois que Priscila se apresentou espontaneamente à Polícia Civil e, segundo o delegado, confessou ter matado Vanderlei.
Em depoimento, ela afirmou que agiu em legítima defesa.
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Investigação apura circunstâncias da morte
Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, Priscila relatou que ela e o marido tiveram uma discussão dentro da caminhonete e que teria utilizado uma faca durante o confronto.
As duas filhas do casal estavam no veículo no momento da ocorrência, conforme informações divulgadas pelo delegado.
Após o golpe, segundo a investigação, Priscila teria deixado uma das filhas próxima ao corpo de Vanderlei, às margens da estrada, e seguido para a área urbana em busca de ajuda.
Ela teria procurado um estabelecimento comercial da região e informado ao proprietário que o marido estava morto. Depois disso, deixou o local e não foi mais vista até se apresentar à Polícia Civil.
Versão de legítima defesa será investigada
A alegação de legítima defesa é a versão apresentada pela investigada e ainda será analisada pelas autoridades.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, o exame médico-legal apontou uma perfuração no lado esquerdo do peito de Vanderlei e lesões nas mãos, descritas pelo delegado como compatíveis com tentativa de defesa. A faca apontada como utilizada no crime foi localizada dentro da caminhonete.
A Polícia Civil continua investigando a dinâmica da ocorrência, as circunstâncias da discussão e os demais elementos que poderão esclarecer o caso.
Da redação | Verguia | Você busca, o Verguia informa

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