Talyta Martins de Souza morreu dois dias após ser transferida para uma unidade particular; familiares avaliam levar o caso à Justiça
A família de Talyta Martins de Souza, de 28 anos, pretende buscar na Justiça esclarecimentos sobre a demora na transferência da jovem para atendimento especializado em Vilhena, no Cone Sul de Rondônia.
Ela morreu no dia 19 de agosto, após ser internada no Hospital Cooperar.
Talyta trabalhava em um escritório de advocacia e, segundo informações repassadas à imprensa pela advogada que acompanhava seu caso, começou a apresentar um quadro de saúde grave após procurar atendimento médico por causa de uma forte crise de tosse.
O primeiro atendimento ocorreu no dia 23 de julho, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vilhena. Um exame de raio-X teria identificado manchas nos pulmões e, diante da gravidade do quadro, a paciente foi encaminhada para a Sala Vermelha.
Com anemia e necessidade de receber três bolsas de sangue, Talyta precisou recorrer à Justiça para conseguir uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Vilhena.
A ação foi acompanhada pela advogada Angélica Bueno.
Durante a internação, novos exames teriam apontado a existência de trombose pulmonar, aumentando a necessidade de atendimento especializado.
Transferência determinada pela Justiça
Diante da situação, a família voltou a recorrer à Justiça. No dia 17 de agosto, uma decisão liminar determinou a transferência da paciente para o Hospital Cooperar, onde ela receberia atendimento especializado para o problema pulmonar.
Segundo a advogada que acompanha o caso, entretanto, a transferência não teria ocorrido de forma imediata.
Conforme o relato apresentado, teria transcorrido aproximadamente uma semana entre a determinação judicial e a efetiva transferência da paciente para a unidade onde seria realizado o procedimento necessário.
Talyta foi encaminhada ao Cooperar e morreu apenas dois dias depois, em 19 de agosto.
Para a família, a demora na transferência e no acesso ao atendimento especializado pode ter contribuído para o agravamento do quadro e para o desfecho fatal.
O caso deverá ser levado à análise judicial para apuração das circunstâncias que envolveram o atendimento e a transferência da paciente.
Fonte: Folha do Sul

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