Operação aérea entre Porto Velho e Rio Branco garantiu que o órgão chegasse dentro do tempo necessário para a realização da cirurgia
Uma operação integrada entre as equipes de segurança pública e saúde possibilitou o transporte de um fígado captado em Porto Velho (RO) até Rio Branco (AC), onde o órgão foi transplantado com sucesso em um paciente de 54 anos diagnosticado com hepatocarcinoma, um tipo de câncer no fígado.
A missão contou com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), vinculado à Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública de Rondônia (Sejusp), que realizou o transporte aéreo do órgão entre os dois estados, garantindo que a cirurgia fosse realizada dentro do tempo necessário para o transplante.
O paciente beneficiado foi Valério Bryk, que aguardava internado na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) para receber o novo fígado.
A logística da operação começou ainda na noite anterior ao procedimento, quando a equipe do Ciopaer foi acionada para atender à ocorrência.
Segundo o comandante Felipe Thomas Oliveira, piloto da aeronave de asa fixa do Ciopaer, a missão foi organizada rapidamente para assegurar que a captação e o transporte fossem concluídos dentro do prazo estabelecido pelos protocolos médicos.
“De pronto já atendemos, decolando por volta das 2h45 da manhã de Rio Branco até Porto Velho para que a equipe médica da saúde pudesse captar o órgão. É muito importante essa parceria entre Sejusp e Sesacre, por meio do Ciopaer, para que mais vidas sejam salvas”, destacou o comandante.
O cirurgião de transplantes da Fundhacre, Leonardo Toledo, ressaltou que o apoio aéreo desempenhou papel decisivo para o sucesso da cirurgia, permitindo que o fígado fosse transportado com rapidez e segurança até o centro cirúrgico.
“Contamos com o apoio do Ciopaer numa cirurgia de captação de órgãos. Trouxemos um fígado que vai ser implantado agora num paciente que já está aguardando, já está internado aguardando a cirurgia. Toda essa logística é extremamente importante para que a gente possa efetivar mais órgãos para fazer transplantes”, afirmou.
A integração entre os órgãos de segurança pública e as equipes de saúde tem sido fundamental para ampliar o número de transplantes realizados na região Norte.
O transporte aéreo de órgãos reduz o tempo entre a captação e o implante, aumentando significativamente as chances de sucesso dos procedimentos e oferecendo uma nova oportunidade de vida aos pacientes que aguardam na fila por um transplante.
