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O Elo Frágil da Amazônia: Por que Rondônia não pode mais depender apenas da BR-364?

O Elo Frágil da Amazônia: Por que Rondônia não pode mais depender apenas da BR-364?

Imagem Ilustrativa Gerada por IA

3 min de leitura · 614 palavras

Por Redação VerGuia

Porto Velho, RO – Uma única rodovia totalmente asfaltada liga o Cone Sul à capital de Rondônia. A BR-364 funciona como a artéria vital do estado, carregando em seu asfalto quase tudo o que se produz, consome, veste ou come na região.

No entanto, essa exclusividade cobra um preço alto: o estado se encontra em um estado de vulnerabilidade logística crônica, onde qualquer interrupção na pista isola cidades e paralisa a economia.

A Anatomia do Problema: Por que a BR-364 está Saturada?

Historicamente aberta para integrar a Amazônia ao restante do país, a BR-364 se transformou no principal corredor de exportação do Arco Norte. Diariamente, milhares de carretas bitrens disputam espaço em pistas majoritariamente simples.

O fluxo pesado transporta a produção de grãos e carne rondoniense e do norte de Mato Grosso em direção ao Porto de Porto Velho.

O reflexo desse excesso de peso, combinado ao rigoroso período de chuvas da Amazônia, é a rápida deterioração do asfalto. O cenário resulta em custos elevados de frete e elevados índices de acidentes graves.

Recentemente, a rodovia passou para a iniciativa privada sob a administração da concessionária Nova 364.

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Embora investimentos de melhoria estejam ocorrendo – como as obras da variante Expresso Porto para desviar caminhões do perímetro urbano da capital —, a implantação de pedágios gerou fortes debates políticos e sociais sobre o impacto financeiro no bolso do cidadão local.

Os Riscos do Isolamento

Estar refém de uma única rota significa que Rondônia não tem plano B por terra. Bloqueios causados por manifestações, quedas de barreiras ou cheias históricas do Rio Madeira cortam o fluxo de itens essenciais de imediato. Rotas alternativas existentes, como a BR-319 (que conecta Porto Velho a Manaus), esbarram em entraves ambientais e no histórico “trecho do meio” sem pavimentação, inviabilizando o tráfego regular na maior parte do ano.

A Solução Definitiva: Como Desafogar a BR-364?

Especialistas em logística apontam que a duplicação total dos mais de 700 quilômetros concedidos entre Vilhena e Porto Velho trará mais segurança, mas não resolverá o problema da dependência de um modal exclusivo.

A verdadeira saída para desafogar a BR-364 exige diversificação de matriz.

Proposta: O modal ferroviário paralelo

| Diretriz: Criação da Ferrovia da Soja (Extensão da EF-364 / Ferrovia Vicente Vuolo) ligando o Mato Grosso ao Porto de Porto Velho.

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Benefícios do Projeto:                                                 

| * Retirada de até 40% das carretas de grãos de longo curso da rodovia.

| * Redução drástica na emissão de carbono e queima de combustíveis.

| * Aumento da vida útil do asfalto, reduzindo a necessidade de reparos.

| * Barateamento do frete para exportação de commodities agrícolas.

A implantação de uma ferrovia paralela ao eixo da BR-364 absorveria o transporte pesado de grãos em grande escala. Com os trens assumindo o transporte de commodities agrícolas de longo curso vindas do sul do estado e do Centro-Oeste, a rodovia BR-364 ficaria livre para cumprir sua função primordial: o tráfego de passageiros, o turismo, a integração entre os municípios rondonienses e o abastecimento comercial local.

Até que projetos de grande escala saiam do papel, Rondônia continuará monitorando atentamente as obras da concessionária atual, torcendo para que o asfalto resista à pressão de carregar o estado inteiramente nas costas.

Acompanhe atualizações diárias sobre as condições de trafegabilidade, protestos e andamento das obras da região acessando a nossa editoria de infraestrutura no [Portal VerGuia].

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