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PF deflagra Operação Acesso Facilitado contra extração ilegal de madeira e minério em terras indígenas de RO

PF deflagra Operação Acesso Facilitado contra extração ilegal de madeira e minério em terras indígenas de RO

A investigação apura um grupo criminoso voltado à retirada e à comercialização de madeiras e à extração de minério em terras da União - (crédito: INB/divulgação)

2 min de leitura · 391 palavras

Ação cumpre 3 mandados de busca e apreensão; esquema contava com “facilitadores” que liberavam acesso a áreas protegidas em troca de dinheiro

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (7.jul) a Operação Acesso Facilitado, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada à extração e comercialização ilegal de madeira, além da exploração clandestina de minérios nas Terras Indígenas Roosevelt e Parque Aripuanã, na região de Espigão d’Oeste, em Rondônia.

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A ação, realizada com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal: dois no interior da Terra Indígena Roosevelt e um na área urbana de Espigão d’Oeste.

Conforme as investigações, o grupo criminoso atuava há tempo na retirada irregular de recursos florestais e minerais em territórios de domínio da União – áreas protegidas por lei e de uso exclusivo dos povos originários. Um detalhe central do esquema é a atuação de dois facilitadores, que permitiam a entrada de exploradores e madeireiros ilegais mediante o recebimento de vantagens financeiras, funcionando como elo entre os invasores e o território indígena.

As equipes policiais buscam apreender documentos, aparelhos eletrônicos, registros bancários e contratos que permitam reconstruir toda a estrutura da rede criminosa, medir o volume de recursos naturais retirados e identificar possíveis ramificações em outras regiões.

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As terras alvo da operação são historicamente alvo de pressão ilegal: a Terra Indígena Roosevelt, habitada pelo povo Cinta Larga, concentra também reservas minerais valiosas, como diamantes e cassiterita, o que aumenta o risco de invasões e danos ambientais, como desmatamento, assoreamento de rios e contaminação do solo.

Os investigados podem responder pelos crimes de:

  • Extração ilegal de recursos florestais em terras públicas;
  • Usurpação de bens da União;
  • Associação criminosa;
  • Lavagem de capitais – todos com penas previstas no Código Penal e na legislação ambiental brasileira.

A Operação Acesso Facilitado integra o esforço contínuo da PF e de órgãos ambientais para combater a exploração predatória na Amazônia Legal e garantir a proteção dos direitos dos povos indígenas.

 

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