Com menos de uma semana para o primeiro turno, levantamentos recentes apontam redução das diferenças na corrida presidencial e mudanças importantes na disputa pelo Governo de Rondônia
A campanha eleitoral de 2026 entra em sua última semana antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, com as principais disputas ainda concentrando a atenção do eleitorado.
No cenário nacional, os levantamentos mais recentes mostram uma corrida presidencial competitiva entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), enquanto em Rondônia pesquisas recentes registraram mudanças significativas na corrida pelo Governo do Estado.
O calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece 1º de outubro como último dia para a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e para a circulação de propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet.
No dia 3, véspera da votação, termina o prazo para distribuição de material gráfico eleitoral.
Corrida presidencial chega aos últimos dias com diferença apertada
A pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro mostra Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro.
Augusto Cury aparece com 5%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%, e Renan Santos, com 3%.
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 47% para Lula e 45% para Flávio, resultado que, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, configura empate técnico.
Outro levantamento recente, realizado pela Quaest entre 17 e 20 de setembro, encontrou Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno.
Na simulação de segundo turno, Flávio aparece com 42% e Lula com 41%, também dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Os números mostram, portanto, que não existe uma fotografia única entre os institutos.
As pesquisas utilizam metodologias, períodos de coleta e amostras diferentes, e os resultados devem ser analisados dentro da série de cada instituto, e não simplesmente colocados lado a lado como se fossem uma única medição.
Há espaço para mudança de votos?
A reta final tradicionalmente concentra esforços das campanhas para conquistar eleitores que ainda não definiram completamente sua escolha.
Na pesquisa Nexus/BTG divulgada em 21 de setembro, 15% dos entrevistados foram classificados como eleitores que ainda poderiam mudar de voto.
O levantamento também apontou níveis elevados de rejeição aos dois principais candidatos: 50% disseram que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, enquanto 49% deram a mesma resposta em relação a Lula.
Esse cenário ajuda a explicar por que os últimos dias de campanha ganham importância para a comunicação dos candidatos. Programas de televisão e rádio, redes sociais, agendas públicas, debates e ações de rua passam a disputar um eleitorado cada vez mais próximo da decisão definitiva.
Isso, porém, não significa que uma eventual mudança nas pesquisas possa ser tratada como previsão do resultado das urnas. Pesquisas de intenção de voto representam um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas e estão sujeitas à margem de erro e às características da metodologia utilizada.
Em Rondônia, cenário também mudou nas últimas semanas
A disputa pelo Governo de Rondônia apresenta uma movimentação diferente entre os levantamentos.
Na pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro, o senador Marcos Rogério (PL) apareceu com 37% das intenções de voto, seguido por Adailton Fúria (PSD), com 21%. Hildon Chaves (União) registrou 9%, enquanto Expedito Netto (PT) teve 6%.
Os demais candidatos ficaram com 1% cada. Brancos, nulos e eleitores que afirmaram não votar somaram 6%, e 19% não souberam ou não responderam.
O dado chama atenção porque, na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em agosto, Marcos Rogério tinha 24%, enquanto Fúria aparecia com 21%, cenário considerado empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Na pesquisa espontânea mais recente da Quaest, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 59% disseram estar indecisos.
Marcos Rogério registrou 19% e Adailton Fúria, 13%.
Outro levantamento, do Instituto Veritá, realizado entre 14 e 19 de setembro, apresentou, no cenário de votos válidos, Marcos Rogério com 50,3%, Adailton Fúria com 22,2% e Hildon Chaves com 14%.
A pesquisa ouviu 1.220 eleitores e informou margem de erro de três pontos percentuais.
O que os últimos dias podem mostrar
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, os próximos dias serão acompanhados principalmente pela movimentação dos eleitores que ainda não consolidaram sua escolha e pelas estratégias adotadas pelas campanhas para ampliar suas respectivas bases.
No caso presidencial, as pesquisas mais recentes apresentam diferenças pequenas entre os dois principais candidatos em simulações de segundo turno, embora os percentuais variem entre os institutos.
Em Rondônia, os levantamentos recentes registraram uma alteração mais expressiva na fotografia da disputa pelo Governo do Estado.
A chamada “virada” nas pesquisas, portanto, precisa ser analisada com cautela. Uma mudança numérica entre dois levantamentos pode representar oscilação dentro da margem de erro, mudança efetiva na intenção de voto ou simplesmente diferenças metodológicas entre pesquisas. Somente a apuração oficial poderá determinar o resultado eleitoral.
O que está definido é o calendário: a propaganda eleitoral entra nos últimos dias nesta semana e os eleitores de todo o país irão às urnas no domingo, 4 de outubro.
Pesquisas citadas
Presidência – Datafolha: 40% Lula e 36% Flávio Bolsonaro no primeiro turno; 47% a 45% no segundo turno.
Presidência – Quaest: 37% Lula e 33% Flávio Bolsonaro no primeiro turno; 42% a 41% no segundo turno.
Governo de Rondônia – Quaest: 37% Marcos Rogério, 21% Adailton Fúria, 9% Hildon Chaves e 6% Expedito Netto.
Governo de Rondônia – Veritá: 50,3% Marcos Rogério, 22,2% Adailton Fúria e 14% Hildon Chaves no cenário de votos válidos.
Informações coletadas com ajuda da IA

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