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Starlink direto no celular avança; veja a situação no Brasil

Starlink direto no celular avança; veja a situação no Brasil

Foto: Divulgação/SpaceX

3 min de leitura · 641 palavras

Tecnologia permite conectar smartphones diretamente aos satélites sem antena residencial; no Brasil, Vivo e Starlink participam de testes autorizados pela Anatel, mas a oferta comercial ampla ainda depende de avanços regulatórios e operacionais.

 

A possibilidade de conectar o celular diretamente a satélites, sem depender exclusivamente das antenas tradicionais de telefonia, está avançando em diferentes países.

A tecnologia Direct to Cell, da Starlink, já permite serviços como mensagens e acesso a determinados aplicativos em mercados selecionados, enquanto a empresa trabalha para ampliar a capacidade e os recursos da conexão.

No Brasil, a tecnologia também começou a avançar por meio de testes autorizados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com participação da Vivo e da Starlink. Apesar disso, ainda é necessário distinguir as experiências em fase experimental da disponibilidade comercial para o público em geral.

Leia a matéria completa: Starlink direto no celular no Brasil: veja o que sabemos até agora.

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Como funciona a conexão direta com satélites?

A tecnologia Direct to Cell transforma os satélites compatíveis em uma espécie de estação de telefonia móvel no espaço. Em vez de depender apenas de uma antena terrestre próxima, o smartphone pode se comunicar diretamente com um satélite que esteja atendendo à região.

O sistema funciona em parceria com operadoras de telefonia, que disponibilizam frequências móveis para a comunicação. A proposta é permitir que celulares compatíveis se conectem mesmo em locais onde não há cobertura convencional.

Diferentemente da internet via satélite residencial, o serviço não exige a instalação de uma antena externa específica. Entretanto, a compatibilidade depende do aparelho, da operadora, do serviço oferecido e das condições técnicas de cada mercado.

Onde a tecnologia pode ser utilizada?

A conexão direta com satélites pode ser especialmente útil em estradas, propriedades rurais, áreas remotas e regiões sem cobertura de telefonia móvel.

O serviço também pode contribuir para manter canais de comunicação em situações de emergência, quando tempestades, desastres naturais ou outros incidentes comprometem a infraestrutura terrestre.

A tecnologia, porém, não substitui integralmente as redes convencionais. A capacidade de transmissão é limitada em comparação com redes terrestres de alta velocidade, e a visibilidade do céu pode influenciar a qualidade da conexão.

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O que já é possível fazer?

A tecnologia começou com o envio e o recebimento de mensagens de texto e avançou para o uso de dados em aplicativos selecionados. Em alguns mercados, também já permite chamadas por aplicativos de comunicação.

A disponibilidade desses recursos varia conforme o país e a operadora. Portanto, a existência do serviço em mercados internacionais não significa que todas as funções estejam liberadas para usuários brasileiros.

E no Brasil?

O país já conta com iniciativas experimentais para avaliar a conexão direta entre dispositivos e satélites. A participação da Vivo e da Starlink nesse ambiente regulatório representa um passo para estudar a viabilidade da tecnologia e as condições necessárias para sua implantação.

A autorização para realizar testes, contudo, não equivale à liberação automática de um serviço comercial para todos os consumidores. Ainda é necessário acompanhar as decisões regulatórias, a expansão da infraestrutura e os anúncios oficiais das empresas.

A expectativa é que a evolução dos satélites amplie as possibilidades de conexão em áreas sem cobertura terrestre. Até que haja uma oferta comercial confirmada no Brasil, os consumidores devem verificar as informações divulgadas pelas operadoras antes de considerar o serviço disponível em seus aparelhos.

Fonte: Canaltech. Acesse a reportagem completa.

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