Cliente teria se exaltado após ser informado de que a peça, adquirida por R$ 1.745,59, precisaria passar por análise técnica que poderia levar até 45 dias
Um idoso foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) após, segundo a Polícia Militar, ameaçar incendiar uma loja de autopeças e matar funcionários do estabelecimento durante uma discussão em Vilhena, no Cone Sul de Rondônia.
A confusão começou depois que o cliente retornou à empresa para exigir a substituição imediata de uma peça automotiva adquirida no dia 13 de agosto pelo valor de R$ 1.745,59.
Conforme o gerente, o consumidor alegava que o produto havia apresentado problemas técnicos e mecânicos após a compra.
A empresa explicou que, antes de realizar a troca ou qualquer ressarcimento, seria necessário seguir o procedimento interno de garantia. A peça deveria ser encaminhada para avaliação técnica, a fim de verificar se o problema seria decorrente de defeito de fabricação, mau uso ou instalação inadequada.
Segundo o gerente, a análise poderia levar, em média, 45 dias. A informação, porém, teria deixado o cliente exaltado.
Durante a discussão, o idoso teria passado a ofender o gerente e outros funcionários, utilizando palavras de baixo calão e afirmando que não deixaria o estabelecimento enquanto a peça não fosse substituída.
Ainda de acordo com o relato apresentado à polícia, o homem teria ameaçado colocar fogo na loja caso a troca não fosse realizada imediatamente. Em determinado momento, ele teria feito um gesto semelhante ao acionamento de um gatilho com o dedo indicador, apontando-o na direção do gerente.
A vítima afirmou ter interpretado o gesto como uma ameaça de morte com arma de fogo e relatou ter ficado amedrontada.
Após o homem deixar o estabelecimento, o gerente procurou a UNISP e registrou a ocorrência.
Cliente voltou ao estabelecimento
No dia seguinte, o idoso retornou à loja e novamente exigiu a substituição da peça ou o ressarcimento do valor pago.
Os funcionários repetiram que o produto precisaria passar pela análise técnica prevista no procedimento da empresa.
O cliente, entretanto, teria se recusado a aceitar a orientação e afirmou que permaneceria no local até que a peça fosse trocada.
Segundo os relatos colhidos pelos policiais, durante a nova discussão o homem voltou a fazer ameaças e afirmou que colocaria fogo na empresa e mataria as pessoas envolvidas no estabelecimento.
Diante da reincidência das ameaças e do tumulto provocado no comércio, a Polícia Militar foi novamente acionada.
No local, os policiais orientaram o cliente sobre os procedimentos legais e administrativos relacionados à reclamação e explicaram a necessidade da avaliação técnica da peça.
Mesmo assim, conforme o registro policial, ele permaneceu exaltado e reiterou que não deixaria o estabelecimento enquanto a troca não fosse realizada.
Condução à UNISP
Diante da impossibilidade de acordo entre as partes e da repetição das ameaças, o idoso foi informado de que seria conduzido à UNISP para o registro da ocorrência e adoção das medidas cabíveis.
Ainda conforme o relato policial, o homem teria afirmado que, assim que fosse liberado, retornaria ao comércio para continuar exigindo o ressarcimento.
O suspeito e o gerente foram conduzidos à UNISP. O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes.
As ameaças relatadas, incluindo a possibilidade de incêndio contra o estabelecimento e de morte dos funcionários, foram consideradas pela equipe policial como uma situação capaz de provocar temor nas vítimas e aumentar o risco de agravamento do conflito.
Fonte: Da redação com Folha do Sul On Line

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