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Bolsa dispara e dólar cai após 1º turno; mercado reage à liderança de Flávio Bolsonaro

Bolsa dispara e dólar cai após 1º turno; mercado reage à liderança de Flávio Bolsonaro

Notas de real e arte representando alta no preço de ativos financeiros. Crédito | Getty Images

4 min de leitura · 753 palavras

Ibovespa subiu 7,85% e ultrapassou pela primeira vez os 200 mil pontos, enquanto dólar fechou a R$ 5,0022; investidores também acompanham cenário para o segundo turno

 

O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte valorização ao resultado do primeiro turno das Eleições 2026. Na segunda-feira (5), primeiro pregão após a votação, o Ibovespa subiu 7,85% e fechou aos 207.190 pontos, renovando a máxima histórica. O dólar comercial caiu 4,12%, encerrando o dia cotado a R$ 5,0022.

A movimentação ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A reação positiva dos ativos brasileiros foi interpretada por analistas como uma redução da percepção de risco entre investidores e como expectativa de mudanças na condução econômica a partir de 2027. A leitura, porém, está relacionada ao cenário eleitoral e não representa garantia sobre os rumos futuros da economia.

Bolsa supera 200 mil pontos

O principal índice da Bolsa brasileira chegou a 209.605 pontos durante o pregão, maior nível intradiário registrado até então, antes de fechar aos 207.190 pontos. A alta também foi acompanhada por forte valorização de ativos brasileiros negociados no exterior.

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Entre os setores que tiveram forte desempenho estiveram bancos, empresas de consumo e companhias ligadas ao mercado interno. A expectativa de eventual redução dos juros futuros também contribuiu para a valorização de empresas mais sensíveis ao custo do crédito.

Dólar recua para perto de R$ 5

O dólar à vista caiu 4,12% na segunda-feira e encerrou o pregão a R$ 5,0022. Durante a manhã, a moeda chegou a ser negociada abaixo de R$ 5.

Segundo avaliações de analistas ouvidos pela imprensa, parte do movimento foi relacionada à percepção de redução do risco político e fiscal após o resultado eleitoral, além da expectativa de entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira.

Nesta terça-feira (6), o dólar continuou sendo negociado abaixo de R$ 5 durante parte do pregão, enquanto o mercado seguia avaliando os possíveis desdobramentos do segundo turno.

Juros e cenário econômico entram no radar

Além da Bolsa e do câmbio, os juros futuros também recuaram após o primeiro turno. A reação indica que investidores passaram a considerar um cenário de menor prêmio de risco e possíveis mudanças na condução da política econômica.

Entre os principais temas acompanhados pelo mercado estão a trajetória da dívida pública, inflação, taxa Selic, investimentos, crédito e o equilíbrio das contas públicas.

Durante a campanha, Flávio Bolsonaro apresentou propostas relacionadas à política econômica e defendeu uma agenda de reformas. Analistas também avaliam que a composição do Congresso será determinante para a possibilidade de aprovação de medidas econômicas pelo próximo governo.

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Congresso será peça importante

Além da disputa presidencial, o resultado das eleições para o Congresso passou a fazer parte das avaliações do mercado.

A nova composição do Legislativo terá forte presença de parlamentares ligados à direita, o que, segundo análises de mercado, poderá influenciar a capacidade de um eventual novo governo aprovar reformas e medidas econômicas.

Entre os assuntos que devem permanecer no debate estão endividamento e crédito, política de juros, investimentos em infraestrutura, competitividade do setor produtivo, biocombustíveis, segurança jurídica e questões relacionadas ao setor rural.

Essas medidas, no entanto, dependerão de negociações entre o Executivo e o Congresso e da formação da base política após a definição do segundo turno.

Segundo turno mantém incertezas

Apesar da forte reação positiva dos mercados no primeiro pregão após a votação, analistas ressaltam que a eleição ainda não está definida. Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno em 25 de outubro, e novas pesquisas, debates, alianças e propostas econômicas podem alterar as expectativas dos investidores ao longo das próximas semanas.

Assim, a alta da Bolsa e a queda do dólar refletem a reação imediata do mercado ao resultado do primeiro turno, mas os próximos movimentos dependerão da evolução da disputa presidencial e das sinalizações econômicas apresentadas pelos dois candidatos.

Mercado reage após 1º turno com alta da Bolsa e queda do dólar

O resultado do primeiro turno das eleições provocou uma reação positiva no mercado financeiro, com forte alta da Bolsa de Valores e queda do dólar. O movimento surpreendeu diante das pesquisas que antecederam a votação. O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, analisa os fatores que estão por trás da reação dos investidores e as perspectivas para os próximos dias. #eleições #mercadofinanceiro #bolsa #dólar #agronegócio #canalrural

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