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Itamaraty nega vistos a autoridades dos EUA citadas em plano para questionar urnas eletrônicas no Brasil

Itamaraty nega vistos a autoridades dos EUA citadas em plano para questionar urnas eletrônicas no Brasil

Foto: Divulgação/Assessoria

2 min de leitura · 327 palavras

Segundo reportagem do The Washington Post, integrantes do Departamento de Estado norte-americano pretendiam discutir temas ligados às eleições brasileiras; governo brasileiro recusou a entrada dos representantes.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto de Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os dois diplomatas foram citados em uma reportagem do jornal norte-americano The Washington Post, que revelou uma suposta intenção do governo do presidente Donald Trump de enviá-los ao Brasil para tratar de assuntos relacionados ao sistema eleitoral brasileiro e levantar questionamentos sobre as urnas eletrônicas.

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A negativa dos vistos foi oficializada nesta sexta-feira (24). De acordo com fontes do Itamaraty, o governo brasileiro tomou conhecimento, no último dia 20 de julho, da intenção do Departamento de Estado de realizar uma missão ao país para abordar temas ligados à liberdade de expressão no contexto das eleições.

Conforme a publicação do The Washington Post, a visita faria parte de uma estratégia para colocar em dúvida a integridade e a segurança do sistema eletrônico de votação brasileiro. Ainda segundo o jornal, diplomatas brasileiros receberam a iniciativa com preocupação.

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O episódio ocorre em meio a um histórico de questionamentos sobre as urnas eletrônicas no Brasil. Em 2022, durante a campanha presidencial, o então presidente Jair Bolsonaro promoveu uma reunião com embaixadores estrangeiros para apresentar alegações, posteriormente consideradas infundadas pela Justiça Eleitoral, sobre a confiabilidade do sistema de votação.

A reunião integrou o conjunto de fatos que resultaram na condenação de Bolsonaro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, tornando-o inelegível.

Até o momento, o governo dos Estados Unidos não se manifestou oficialmente sobre a negativa dos vistos ou sobre o conteúdo da reportagem publicada pelo jornal norte-americano.

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