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Rondônia aperta o cerco contra receptação e obriga ferros-velhos a fichar vendedores

Rondônia aperta o cerco contra receptação e obriga ferros-velhos a fichar vendedores

Foto: Divulgação/Assessoria

2 min de leitura · 428 palavras

Nova lei estadual exige cadastro eletrônico com foto e cruza dados em tempo real com a Segurança Pública para frear o roubo de cabos e hidrômetros

 

O governador Marcos Rocha sancionou a Lei Ordinária nº 6.426, de 2 de junho de 2026, que institui o Cadastro Estadual de Sucatas e Ferros-Velhos.

De autoria do deputado estadual Ismael Crispin, a medida regulamenta de forma rígida a compra e venda de materiais recicláveis em Rondônia.

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O objetivo central é combater os furtos de cabos elétricos, hidrômetros e tampas de bueiro que geram prejuízos milionários no estado.

A estratégia principal da nova legislação foca em bloquear o escoamento do crime.

A partir de agora, estabelecimentos que comercializam sucatas e metais enfrentam exigências severas, sob risco de fechamento definitivo do local:

  • Cadastro Anual Obrigatório: Todos os estabelecimentos precisam da inscrição atualizada anualmente.
  • Identificação do Vendedor: Obrigatoriedade de exigir documento oficial com foto, CPF e realizar registro fotográfico do indivíduo no momento da transação.
  • Rastreabilidade Total: Emissão de registro eletrônico contendo o peso, o tipo, a origem declarada e imagens de todo o material recebido.
  • Integração Policial: O sistema fará o cruzamento de dados em tempo real com o banco de dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesdec) para rastrear boletins de ocorrência de furtos.

A regulamentação proíbe expressamente a aquisição de fios e componentes pertencentes a concessionárias de serviços públicos – como redes de internet, energia, água e transporte – sem a devida apresentação de nota fiscal de autorização formal emitida pela empresa proprietária.

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Quem descumprir as normas não responderá apenas criminalmente por receptação, mas sofrerá duras sanções administrativas aplicadas pelo Estado:

Penalidades financeiras que podem chegar a 10.000 UPFs (Unidades Padrão Fiscal de Rondônia), graduadas conforme a gravidade; fechamento do comércio com suspensão temporária das atividades ou a cassação definitiva do cadastro com interdição total do estabelecimento em caso de reincidência.

Imagem Ilustrativa

As ações de fiscalização já começaram de forma intensa. Na última terça-feira (21), uma força-tarefa vistoriou 14 estabelecimentos na Capital durante a Operação “Lumus Maximus” para combater pontos clandestinos e receptações ilegais.

A íntegra das diretrizes e o detalhamento do setor econômico impactado podem ser consultados diretamente no texto oficial publicado no Diário Oficial do Estado de Rondônia

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